A saída da fábrica Cione.

Videoarte, 2015, 8’ loop, Fortaleza/Ce.

 

A porta da fábrica é um espaço de coreografia específica dos trabalhadores, espaço de fronteira, de devir, de ruptura onde explodem contingência e liberdade. Lugar de transição e controle. Essa liberdade sublimada recai elipticamente numa constante dessublimação repressiva, suave, total. O movimento não realiza a liberdade. Uma condição de movimento, de passagem. Um limiar que se faz através de uma tensa coreografia de controle dos corpos. Uma coreografia também de obscuridade, com pontos cegos, opacidade. Fronteira entre essência e aparência, entre a esfera da produção e da circulação.

 

Pesquisa e direção: Virgínia Pinho / Fotografia: Leandro Gomes / Assistência: Vinícius Alves / Som direto: Paulo Victor Soares / Edição: Mariana Nunes / Produção de set: Renata Cavalcante.